Nicolás Maduro: “A pessoa não existe ou o cartão foi anulado”

O presidente venezuelano tentou votar nas eleições deste domingo, mas viu o sistema de voto recusar o seu Cartão da Pátria. Tudo isto em direto para a televisão estatal.

“A pessoa não existe ou o cartão foi anulado”. Foi esta a mensagem que o sistema de voto eletrónico venezuelano devolveu quando a funcionária tentou ler o Cartão da Pátria de Nicolás Maduro.

Maduro quis ser “o primeiro a dar o voto para a paz, a soberania e a independência da Venezuela” e compareceu na sua mesa de voto, em Catia, a oeste de Caracas, bem cedo no domingo, pouco depois das seis da manhã.

O Cartão da Pátria foi lançado este ano e é um instrumento de controlo social para controlar a venda de comida racionada e registar os benefícios sociais de cada cidadão. A utilização do Cartão da Pátria era, pois, uma ação de propaganda de Nicolás Maduro que não correu da forma que desejaria.

Vamos verificar o meu Cartão da Pátria para que fique registado para sempre que eu vim votar no dia histórico da Constituinte, o 30 de Julho”, afirmou, antes de tentar votar.

A funcionária da mesa de voto leu o código do  documento presidencial no smartphone, que não reconheceu o presidente venezuelano: “A pessoa não existe ou o cartão foi anulado”. O momento foi transmitido em direto pela televisão estatal e foi imediatamente alvo de chacota pela oposição venezuelana, que apontou o caso como prova de que as eleições são uma fraude.

O écrã do smartphone estava no ar quando a mensagem de erro apareceu e foi rapidamente tirada do ar. Maduro tentou disfarçar e falou com a mulher, Cilia Flores, também ela candidata à Assembleia Nacional Constituinte. A sessão de fotografias prosseguiu e o presidente venezuelano acabou por dirigir-se a uma pequena mesa coberta com uma caixa de papelão onde acabou por votar.



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