Marine Le Pen pode ser descendente de Maomé

O genealogista francês Jean-Louis Beaucarnot investigou as origens dos dois candidatos às presidenciais francesas e o resultado da antiga líder da Frente Nacional causou alguma surpresa.

Se não é surpresa que Marine Le Pen tem origem britânica da parte do pai, Jean-Marie Le Pen – o antigo líder da Frente Nacional, expulso do partido pela própria filha, confirmou há uns anos que é descendente de uma família 100% britânica -, do lado da mãe os resultados são mais variados.

“Do lado da avó materna, encontramos uma família Foulquier, cujos antepassados eram comerciantes em Pousthomy, no séc. XVII”, revelou Beaucarnot, em declarações à AFP, acrescentando que, retrocedendo nos séculos, existe ainda uma ligação a Anne de Roquefeuil que, por sua vez, “é descendente do rei Luís XVI, o Grande; de reis de Inglaterra (Henrique II e Aliénor da Aquitânia); mas também de antigos reis de Espanha; e, por estes últimos, dos Omíadas, da Andaluzia; dos califas de Damas; e, na 50.ª geração, do próprio Maomé!”

Ora, a grande surpresa prende-se com o facto de Marine Le Pen centrar o seu discurso e combate políticos nas políticas anti-imigração e explorar o sentimento de islamofobia crescente em França, numa altura em que o país tem sofrido bastante com ataques terroristas.

Também Emmanuel Macron tem antepassados de sangue azul: o candidato francês, adversário de Le Pen no escrutínio de 7 de Maio, tem linha de descendência até Hugues Capet, fundador da Dinastia dos Capetos, que reinou em França durante mais de 300 anos.

Esta notícia foi difundida pela AFP e teve especial repercussão em França. A agência acabou por retirá-la, alegando ter-se tratado de um erro. A agência noticiosa explicou que a peça era ainda um rascunho e que tinha sido publicada por engano. Questionada se a informação era verdadeira, porta-voz da AFP respondeu que “não era isso que estava em causa”.



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