Newsweek regressa às bancas

Depois de ter surpreendido o ano passado ao anunciar que ia suspender a publicação em papel para cortar custos, a Newsweek vai regressar às bancas no início de 2014.

O director da publicação, Jim Impoco, revelou ao The New York Times que a nova edição impressa vai apostar mais nas assinaturas e fidelização de clientes do que na publicidade, muito à semelhança do que faz a The Economist. Com periodicidade semanal, a Newsweek terá 64 páginas e uma tiragem de 100 mil exemplares no primeiro ano. A publicação do novo primeiro número está prevista para sair entre Janeiro e Fevereiro de 2014.

Há um ano, a suspensão da publicação deveu-se a custos de impressão e distribuição demasiado elevados, com uma circulação também maior do que este novo modelo de negócio tem previsto. Os novos proprietários da Newsweek pretendem aumentar a cobertura internacional e por isso aumentaram a redacção, tendo para isso contratado 10 novos jornalistas em Setembro deste ano.

A Newsweek é uma revista de prestígio internacional, construído principalmente durante os anos 1990, altura em que era editada em todo o mundo. Nascida em 1933, em 1991 contava com mais de 3,3 milhões de leitores. A partir desta altura, as vendas começaram a diminuir, à semelhança de vários títulos em todo o mundo.

Em 2010, a revista pertencia ao grupo do The Washington Post e somava apenas 1,5 milhões de leitores. Sydney Harman, magnata da indústria do áudio, comprou a revista ao Washington Post mas, após a sua morte no ano seguinte, a família decidiu vendê-la à InterActiveCorp, que foi a responsável por colocar um ponto final na publicação impressa, a 12 de Dezembro de 2012.

Na altura, a decisão foi justificada com a necessidaed de poupar cerca de 30 milhões de euros por ano, devido à queda das receitas da publicidade impressa. Recorde-se que, na altura, a edição impressa contava com mais assinaturas pagas do que a edição digital.

Outro factor que levou a esta decisão foi a evolução das tecnologias, com o mercado dos media digitais a crescer francamente nos Estados Unidos, e um aumento da venda de tablets, uma das novas plataformas de consumo de notícias nos dias de hoje.



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