Facebook desligou duas máquinas de inteligência artificial por serem… demasiado burras

Estas duas máquinas conseguiram criar a sua própria linguagem para comunicar entre si, mas o Facebook decidiu desligá-las. Não por serem demasiado inteligentes, antes pelo contrário.

É um receio recorrente na humanidade: a de que a inteligência artificial dê início ao apocalipse dos robôs que venha, por sua vez, ditar o fim da vida como a conhecemos. E a notícia recente de que duas máquinas de inteligência artificial do Facebook tinham começado a comunicar entre si, para lá da compreensão humana, não veio ajudar.

No entanto, estas duas máquinas mais não fizeram do que aquilo para que estavam programadas: comunicar entre si. Convém não esquecer que as máquinas comunicam com uns e zeros, em código binário, e que, por isso, não falam entre elas usando uma língua humana, como o inglês, por exemplo.

Para uma máquina, uma laranja mais não é do que uma série de uns e zeros ordenados de determinada forma que lhe permite perceber a sua cor, a palavra “laranja” e a sua relação com outros frutos.

Voltando às máquinas do Facebook, o seu objetivo era criar bots que comunicassem em inglês. Como acabaram por criar a sua própria língua, ignorando as diretivas iniciais, os engenheiros daquela rede social acabaram por desligar os protótipos e criaram outros mais inteligentes e que funcionassem como previsto.

Apesar de a ideia de duas máquinas de inteligência artificial inventarem a sua prórpia linguagem pode soar alarmante ou inesperado para pessoas fora deste campo, a verdade é que se trata de um sub-campo da inteligência artificial, com pesquisa publicada há várias décadas“, comentou Dhruv Batra, investigador do Facebook, num post no Facebook.

Isto não quer dizer que não há razões para alarme nas experiências que o Facebook está a desenvolver. O mais preocupante não é, de todo, que as máquinas tenham criada a sua própria linguagem para comunicar entre si. É que, durante esse processo, elas podem ter aprendido a mentir.



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