Mark Zuckerberg: «Snapchat é um fenómeno de privacidade muito interessante»

Mark Zuckerberg elogiou o Snapchat pela criação de um novo nicho dentro das redes sociais, considerando-o um “fenómeno de privacidade muito interessante”.

Os comentários do fundador do Facebook surgiram numa entrevista com o presidente da Universidade de Stanford, John Hennessy, no campus daquela instituição, em Palo Alto, na California.

Um dos temas em discussão foi o Snapchat, que o Facebook tentou comprar por 2,2 mil milhões de euros no final do ano passado. Zuckerberg partilhou a sua visão, sublinhando que os serviços de mensagens instantâneas oferecem a possibilidade de comunicar em grupo e os blogues são um meio para partilhar conteúdo publicamente. Antes do Facebook, não havia nada pelo meio.

“Muitas vezes não nos sentimos confortáveis em partilhar alguma coisa publicamente, porque talvez não seja algo que valha a pena partilhar com um um pequeno grupo porque não terá a audiência que merece. Então não se partilha e perde-se”, comentou.

O que se partilha no Facebook, fica no Facebook… para sempre

No entanto, Zuckerberg ignorou o facto de os utilizadores não se sentirem confortáveis em partilhar no Facebook uma vez que a rede social tornou a maior parte dos utilizadores “pesquisáveis” no site. Apesar de os utilizadores poderem partilhar em grupos privados, existe a percepção de que tudo o que se partilha no Facebook fica no Facebook para sempre.

O Facebook já tentou uma solução para esse problema com o Poke, uma aplicação-clone do Snapchat, que falhou no seu objectivo. Ainda assim, Zuckerberg deixou no ar que haverá novidades nesse campo para breve.

“O Snapchat é um fenómeno de privacidade muito interessante porque criou um novo espaço para comunicar, permitindo que as pessoas partilhem aquilo que antes não se sentiam à vontade para partilhar. Agora têm um espaço para o fazer”, afirmou. “Isso é muito importante e é esse o tipo de inovação que vamos continuar a perseguir. Nós e muitas outras companhias”.

Ainda não é claro que tipo de inovação o Facebook poderá introduzir neste campo, mas é óbvio que a rede social reconhece que a comunicação privada entre utilizadores é uma necessidade ainda não colmatada que pode transcender uma única aplicação para smartphones.



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