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Compra do WhatsApp pelo Facebook sob investigação

Compra do WhatsApp pelo Facebook sob investigação

| On 10, Mar 2014

Acordo de compra do WhatsApp pelo Facebook tem levantado dúvidas e preocupações entre grupos defensores da privacidade online.

O Centro de Privacidade e Informação Online e o Centro para a Democracia Digital pediram à Comissão Federal de Comércio que investigue a proposta de compra do WhatsApp pelo Facebook, argumentando que o negócio “viola o entendimento dos utilizadores do WhatsApp” do tratamento dado aos seus dados.

“Foi prometido aos milhões de utilizadores do WhatsApp que a empresa não queria reunir e vender os seus dados. Assumiram-se como uma alternativa ao Facebook, numa altura em que as preocupações com a privacidade dos utilizadores se encontra no seio das práticas contemporâneas online”, afirma o Centro para a Democracia Digital.

Em resposta à queixa, o Facebook reiterou que pretende gerir o WhatsApp como um negócio à parte e que “irá honrar os seus compromissos com a privacidade e segurança”. A Comissão Federal do Comércio ainda não comentou a queixa.

No seguimento das notícias deste acordo, surgiram várias alternativas ao WhatsApp. O Telegram, uma aplicação de troca de mensagens com destaque para a privacidade e segurança foi descarregada 8 milhões de vezes desde o anúncio.

A 19 de Fevereiro, o Facebook anunciou que irá comprar o WhatsApp por cerca de 11,6 mil milhões de euros em dinheiro e acções: 8,7 mil milhões de euros em acções, 2,9 mil milhões em dinheiro e 2,6 mil milhões em acções restritas para os fundadores do WhatsApp e empregados, o que pode elevar o valor do negócio para 13,8 mil milhões de euros.

Numa conferência pública, depois do anúncio do acordo, um representante do Facebook mostrou-se confiante de que a empresa iria conseguir a aprovação necessária para o negócio ir para a frente. A confirmar-se, o negócio deverá estar fechado nos primeiros meses de 2014.

No entanto, se negócio não se concretizar, o Facebook deverá pagar cerca de 730 milhões de euros ao WhatsApp, um valor mais elevado do que aquele que pagou para comprar o Instagram.

“O WhatsApp tinha todas as hipóteses do mundo, por isso estou entusiasmado porque escolheu trabalhar connosco. Estou ansioso por ver o que o Facebook e o WhatsApp podem fazer juntos e para desenvolver novos serviços móveis que dêem mais opções para as pessoas se ligarem entre si”, afirmou Mark Zuckerberg, co-fundador e presidente executivo do Facebook.

Na mesma conferência, Zuckerberg referiu ainda que o WhatsApp “não recebe a atenção que merece nos Estados Unidos”, acrescentando que as primeiras conversas entre as duas empresas aconteceram a 9 de Fevereiro.

De acordo com o The Wall Street Journal e a CNN Money, o único investidor do WhatsApp, a Sequoia Capital, receberá até 2,16 mil milhões de euros, depois de ter investido 43,2 milhões na empresa.

Na Mobile World Congress 2014, em Barcelona, Mark Zuckerberg afirmou acreditar que o WhatsApp “vale mais do que os 11,6 mil milhões de euros”, naquilo a que chamou “uma boa aposta”. Zuck acrescentou ainda que o Facebook não faria mais nenhuma aquisição “por algum tempo”.

O WhatsApp está disponível em quase todas as plataformas de smartphones e permite aos seus utilizadores o envio de mensagens através de ligações de dados (3G/4G/WiFi), o que por vezes é mais barato do que enviar uma mensagem de texto tradicional.

Lançado em 2009 e com 465 milhões de utilizadores mensais activos, Zuckerberg acredita que o WhatsApp poderá rapidamente chegar a marca dos mil milhões de utilizadores activos mensais.

“O WhatsApp vai continuar autónomo e a funcionar de forma independente. Não haveria acordo entre as duas empresas se tivéssemos de comprometer os nossos princípios básicos, que sempre definiram a nossa empresa, a nossa visão e o nosso produto”, afirmou Jan Koum, presidente executivo do WhatsApp.

Com 32 engenheiros a trabalhar na empresa à altura do anúncio do negócio, o WhatsApp não vai incluir anúncios e continuará a ser um serviço gratuito. Na sequência do negócio, Koum vai juntar-se aos quadros de directores do Facebook.

A 26 de Fevereiro, a Google negou ter tentado comprar o WhatsApp. Sundar Pichai, responsável pelo Android, afirmou durante o Mobile World Congress, em Barcelona, que as notícias avançadas pela imprensa “simplesmente não eram verdade”. A Fortune avançou, a 20 de Fevereiro, que a Google teria oferecido 7,2 mil milhões de euros pelo WhatsApp.

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