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Steve Wozniak compara PRISM à Rússia comunista

Steve Wozniak compara PRISM à Rússia comunista

| On 20, Jun 2013

Quando as grandes empresas dotcom estão debaixo de fogo por causa do PRISM — casos de Facebook, Apple ou Google –, junta-se mais uma voz ao coro de críticas ao programa de vigilância do governo norte-americano. Desta vez, é a vez de Steve Wozniak.

O co-fundador da Apple comparou o programa à Rússia comunista e criticou a dissolução dos direitos fundamentais dos americanos com a promulgação do Patriot Act por George W. Bush em 2001. Esta legislação diminui as restrições das forças de segurança e serviços secretos na recolha de informação nos Estados Unidos.

Wozniak afirmou que aprendeu, enquanto crescia, que “a Rússia comunista era má porque seguia o seu povo, espiava-o, prendia-o, punha-o em prisões secretas e fazia-o desaparecer”. E acrescentou: “Hoje em dia estamos a ficar cada vez mais assim”.

Woz mostrou-se ainda preocupado com os efeitos que a cloud — associada ao PRISM — está a ter nas liberdades individuais dos americanos e criticou igualmente os dirigentes políticos que tomaram as decisões que levaram a esta situação.

“As garantias que tínhamos dissolveram-se todas com o Patriot Act. Há uma série de leis que podem chamar a tudo terroristmo e, secretamente, fazer o que quiserem”, afirmou. “Não sei como foi que isto aconteceu. A Bill of Rights [equivalente à Constituição] é bastante explícita, foi tudo subvertido. Isto é o que um rei faz”, acrescentou.

Wozniak insistiu na analogia entre o PRISM e a Rússia comunista para sublinhar o seu desagrado perante o que se vive nos Estados Unidos e os riscos que a cloud acarreta: “Não se podia ter nada na Rússia comunista. E a verdade é que hoje em dia, no mundo digital, já não somos donos de nada, agora tudo funciona por subscrição. Tudo o que colocamos na cloud deixa de ser nosso”, frisou. “Quando éramos mais jovens, a propriedade das coisas era o que distinguia a América da Rússia”.

Recorde-se que, o início de Junho, o The Guardian e o Washington Post revelaram que o foi criado um sistema de vigilância que tem acesso aos servidores de nove grandes empresas tecnológicas — Microsoft, Yahoo, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple — de seu nome PRISM.

De acordo com Edward Snowden, antigo assistente técnico da CIA e da NSA e principal fonte dos jornais — a finalidade deste programa é a vigilância, a larga escala, com acesso à sua informação privada, telefonemas, emails e contactos de milhões de utilizadores nos Estados Unidos e no resto do mundo.

Na sequência desta revelação, várias destas empresas dotcom pediram mais transparência ao governo de Barack Obama na gestão aos pedidos de informação e o uso aplicado a esses dados. Durante o fim-de-semana, o Facebook revelou ter sido autorizado pelas autoridades norte-americanas a publicar um relatório de transparência com algumas informações sobre os pedidos de dados dos seus utilizadores.

Ted Ullyot, responsável pelo departamento legal do Facebook, afirmou que a empresa de Mark Zuckerberg pediu às autoridades “mais transparência e flexibilidade em relação às ordens sobre segurança nacional que são obrigados a cumprir”.

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