Accionistas da Nokia aprovam venda à Microsoft

Pequenos accionistas da Nokia contestam venda, mas 99,7% dos investidores presentes na reunião em Helsínquia votaram a favor do negócio, que vai concretizar-se por 5,7 mil milhões de euros.

A Microsoft anunciou em Setembro os planos para comprar a divisão Devices & Services da companhia por 5,4 mil milhões de euros, numa operação que deverá estar concluída no início de 2014. O acordo prevê ainda que o presidente executivo da empresa finlandesa se junte à Microsoft, bem como os engenheiros finlandeses.

Este negócio surge no seguimento da parceria entre as duas empresas, anunciado em 2011, em que a Nokia desistiu do Symbian enquanto sistema operativo para os seus smartphones, focando-se no Windows Phone.

Dos 5,4 mil milhões de euros oferecidos pela Microsoft, 3,79 mil milhões são para a compra da parte produtora de telemóveis da Nokia, destinando-se os restantes 1,65 milhões de euros para a cedência de patentes durante 10 anos.

Para além deste valor, a Microsoft vai pagar à Nokia por uma licença de 4 anos para o uso do HERE, um serviço de mapeamento e localização desenvolvido pela empresa nórdica e que, de acordo com a própria Nokia, é um dos seus pilares estratégicos para o futuro, a par da sua infraestrutura de rede (NSN).

Com a concretização deste negócio, a Nokia abandona definitivamente o mercado dos smartphones. Trata-se de um ponto de viragem e reinvenção para a Nokia e os seus trabalhadores. Nos últimos anos, o negócio dos telemóveis foi perdendo terreno para os novos players do mercado — Apple e Samsung. No segundo trimestre deste ano, os prejuízos atingiram os 5 mil milhões de euros e a empresa vendeu cerca de 54 milhões de equipamentos, uma queda de 27 por cento em relação ao período homólogo.

Por outro lado, com esta compra, a Microsoft pretende aumentar a sua quota no mercado dos telemóveis, tentando ganhar terreno à Apple (iOS) e Google (Android) com o Windows Phone. O acutal presidente executivo da Nokia, Stephan Elop, é visto como o sucessor natural de Steve Ballmer, que abandonou recentemente o cargo de CEO da Microsoft.



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