Quem é William Bourdon, o advogado dos gargantas fundas?

William Bourdon é um advogado francês especializado em lei penal, empresarial e direito da comunicação. A exercer desde 1979, pertence a um dos maiores escritórios de advogados franceses, o Bourdon Simoni Voituriez.

Bourdon já defendeu outros tubarões “whistleblowers” como Edward Snowden, que denunciou as práticas de vigilância da NSA e outras agências de informação norte-americanas; Hervé Facliani, responsável pelo SwissLeaks, que expôs práticas de evasão fiscal na filial suíça do HSBC entre 2006 e 2007; e Antoine Deltour, que denunciou os LuxLeaks, que revelou os detalhes de um esquema de evasão fiscal de 343 grandes empresas internacionais.

Antes destes casos, William Bourdon foi advogado de defesa de Julian Assange, responsável pela WikiLeaks, organização internacional que se dedica à divulgação de documentos secretos de governos e empresas, com o objetivo de democratizar a informação.

Atualmente, Julian Assange encontra-se exilado na embaixada do Equador em Londres desde 2012.

É presidente da PPLAAF, associação internacional de proteção a whistleblowers. Em 2001, William Bourdon fundou a Sherpa, uma associação dedicada à “proteção e defesa de vítimas de crimes económicos”, e foi ainda secretário-geral da Federaçao Internacional dos Direitos Humanos entre 1994 e 2000.

É ainda autor de várias publicações sobre direito internacional e Direitos Humanos, tendo publicado em 2014 o “Petit Manuel de Désobéissance Citoyenne” (Pequeno Manual da Desobediência Civil, numa tradução livre).

William Bourdon faz agora parte da equipa de defesa de Rui Pinto, o alegado hacker que terá acedido ilegalmente a e-mails do Benfica, conjuntamente com o português Francisco Teixeira da Mota. Os advogados defendem que Rui Pinto denunciou “práticas criminosas” no futebol, pelas quais foi “seriamente ameaçado” e confirmam que esteve ligado ao Football Leaks.

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